sábado, agosto 25, 2007

Twice

sexta-feira, agosto 24, 2007

Pôr-do-sol...


sem inclinação...

quinta-feira, agosto 23, 2007

Vocábulo Do Sorriso (Im)Perfeito

[Sorrir: do Lat. subridere, rir sem fazer ruído; rir de leve, apenas fazendo uma pequena contracção dos músculos faciais.]

Gosto de espreitar o sorriso e as letras que o fazem no concâvo das bocas. Encanta-me a caligrafia que o escreve quando decifrado no contexto imaginário daquilo que os meus olhos lêem.
Agrada-me ler sorrisos. Agrada-me sentir o que cada sorriso esconde, ou tenta esconder.
Por vezes dou comigo a ler parágrafos soltos de sorrisos sozinhos, solitários que não fazem parte de qualquer história. Ocos e vazios, são como letras imprimidas num rosto que não se sente a sorrir. Mesmo assim, nessa diferença conseguem ser sorrisos exactamente com as mesmas letras dos sorrisos que fazem parte de valiosos textos escritos com alma.
Gosto de ler sorrisos cúmplices, espontâneos, lêem-se por si mesmos, escrevem-se no rosto radiante em abecedário de sentir. Nascem, renascem e voltam a si mesmos imprimidos na palavra que une a primeira à ultima letra de um simples olhar. São sorrisos que contagiam e me fazem acreditar que sorrir é como amar...
Encanta-me ler sorrisos, gosto de dar a ler os meus sorrisos. Gosto principalmente dos sorrisos indecifráveis, aqueles que não se conseguem ler mas estão lá. Não se vêm, não se dão, mas sentem-se. Rabiscam-se sem preceito numa tinta invisivel aos lábios, transbordante nos olhos. São os sorrisos da alma. São sorrisos brilhantes que por serem tão intimos, não se partilham com a nossa própria pele por tanto os queremos sentir por inteiro. São sorrisos egoístas, narcisicos talvez, mas concerteza os sorrisos mais intensos e felizes que nos podemos oferecer...
Hoje não sorrio...sorrio-me de dentro para dentro. Escrevo nos olhos tudo aquilo que o mais belo SORRISO desenhado na mais perfeita das caligrafias labiais jamais conseguirá descrever.
É.
Sorrio-me...
...


quinta-feira, agosto 16, 2007

A long time ago...



Há músicas que nos fazem sorrir... As boas recordações nunca morrem e ficam sempre connosco! Flores amarelas, praia, mar, estrelas... e promessas de felicidade no ar! Ainda hoje sou feliz ao recordar... :)

quarta-feira, agosto 15, 2007

Once again....

"A felicidade às vezes é uma bênção, mas geralmente é uma conquista."

(Paulo Coelho, in "Na Margem do Rio Piedra Eu Sentei e Chorei")



Vale sempre a pena relembrar e continuar a lutar.

sábado, agosto 11, 2007

It's all about time... and love



i'm very sure
this never happened to me before
i met you and now i'm sure
this never happened before

now i see
this is the way it's supposed to be
i met you and now i see
this is the way it should be

this is the way it should be for lovers
they shouldn't go it alone
it's not so good when you're on your own

so come to me
now we can be what we wanna be
i love you and now i see
this is the way it should be

this is the way it should be

this is the way it should be for lovers
they shouldn't go it alone
it's not so good when you're on your own

i'm very sure
this never happened to me before
i met you and now i'm sure
this never happened before (this never happened before)
this never happened before (this never happened)
this never happened before (this never happened before)

quarta-feira, agosto 08, 2007

Não, não, não, não...

Não perder tempo com conversas soltas, não julgar sem ser julgado, não deixar as mãos abertas à espera que o vazio as encha de nada, não fechar os olhos como se fosse bom fingir por vezes ser cego para não termos mais trabalho com o fracasso dos nossos sonhos, não entregar o corpo ao vai e vem de abraços fantasma, não procurar momentos perdidos, esses podem perder-nos de vez, não moldar a nossa voz ao som das palavras em bocas alheias, não sorrir em forma de lágrima que ninguém vê, não esconder o rosto por trás dos olhos, não apertar o grito com mãos de fada, gritar tudo de uma vez, não deixar de ter medo, saber ter medo, não guardar o riso em caixas mágicas no fundo da gaveta…

Quando nada falta...

Não me falta apenas tempo, sobra-me a vontade, não me falta apenas o desejo, sobra-me o espaço onde estás e não estás ao sabor dos dias em que te agarro em meus braços na ânsia de não voltar a deixar-te escapar de mim, não me falta apenas o querer-te, sobra-me toda a ausência de não te ter em forma de sorriso, em forma de todas as palavras de amor, não me faltam apenas os retalhos de toda uma história que é nossa, sobram-me apenas as várias folhas em branco dos próximos capítulos a escrever, não me falta apenas o sabor dos teus lábios, sobram-me os beijos com a forma dos teus lábios, não me falta apenas o estares a meu lado, sobra-me o tempo em espera de ter novamente a meu lado, de estar a teu lado….

quarta-feira, agosto 01, 2007

Para além de tudo...

«(...)

Foi assim que o principezinho prendeu a raposa. E quando chegou a hora da despedida:
- Ai! - exclamou a raposa - ai que me vou pôr a chorar...
- A culpa é tua - disse o principezinho.- Eu bem não queria que te acontecesse mal nenhum, mas tu quiseste que eu te prendesse a mim...
- Pois quis - disse a raposa.
- Mas agora vais-te pôr a chorar! - disse o principezinho.
- Pois vou - disse a raposa.
- Então não ganhaste nada com isso!
- Ai isso é que ganhei! - disse a raposa. - Por causa da cor do trigo...
Depois acrescentou:
- Anda, vai ver outra vez as rosas. Vais perceber que a tua é única no mundo. Quando vieres ter comigo, dou-te um presente de despedida: conto-te um segredo.
O principezinho lá foi ver as rosas outra vez.
- Vocês não são nada parecidas com a minha rosa! Vocês ainda não são nada - disse-lhes ele. - Não há ninguém preso a vocês e vocês não estão presas a ninguém. Vocês são como a minha raposa era. Era uma raposa perfeitamente igual a outras cem mil raposas. Mas eu tornei-a minha amiga e, agora, ela é única no mundo.
E as rosas ficaram bastante incomodadas.
- Vocês são bonitas, mas vazias - ainda lhes disse o principezinho. - Não se pode morrer por vocês. Claro que, para um transeunte qualquer, a minha rosa é perfeitamente igual a vocês. Mas, sózinha, vale mais do que vocês todas juntas, porque foi a que eu reguei. Porque foi a ela que eu pus debaixo de uma redoma. Porque foi ela que eu abriguei com o biombo. Porque foi a ela que eu matei as lagartas (menos duas ou três, por causa das borboletas). Porque foi a ela que eu vi queixar-se, gabar-se e até, às vezes, calar-se. Porque ela é a minha rosa.
E então voltou para o pé da raposa e disse:
- Adeus...
- Adeus - disse a raposa. Vou-te contar o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos...
- O essencial é invisível para os olhos - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Foi o tempo que tu perdeste com a tua rosa que tornou a tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que eu perdi com aminha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
- Os homens já se esqueceram desta verdade - disse a raposa. - Mas tu não te deves esquecer dela. Ficas responsável para todo o sempre por aquilo que está preso a ti. Tu és responsável pela tua rosa...
- Sou responsável pela minha rosa... - repetiu o principezinho, para nunca mais se esquecer.
(...)»

de O Principezinho - Antoine de Saint-Exupéry


Porque por vezes tudo está para além do que vemos ou do que queremos ver. Afinal de contas, o maior cego é mesmo aquele que não quer ver...