terça-feira, fevereiro 21, 2006

Escrevo...

A noite traz o silêncio... Apago a luz e espero o sono que tarda em chegar... No aconchego e no calor dos lençóis, tudo em mim se agita... Pensamentos à velocidade da luz, um turbilhão de emoções e sentimentos e uma vontade imensa de escrever! Acendo a luz... Rapidamente, pego em caneta e papel e tento escrever toda a prosa ou poesia que me invade a alma. Como tudo é fugaz... No segundo em que a luz se acende, tudo se esvai...
E depois? O terror do vazio, da falta de palavras, ideias... Escrevo para mim. Sei que relendo tudo isto, no meio de palavras riscadas e olhando os papéis amassados que me fazem companhia neste espaço que é meu, tudo isto, todas estas palavras, sem nexo ou sentido, vão parecer uma amálgama de letras, que se agrupam, formando palavras, soltas, moribundas...
Escrevo sobre o que escrevo, escrevo sobre o que sinto, escrevo porque, acima de tudo, me faz sentir bem. Escrevo porque me encorajaram, escrevo porque a professora primária disse que tinha jeito para redacções, escrevo porque aqueles que por mim sentem carinho me incentivam.
E, de sentada no chão e encostada a uma parede, mudo de posição... Deito-me e deixo a caneta acariciar suavemente o papel... As palavras saem... aparecem escritas... Sem ordem, uma a uma. Num cadernozinho de notas, barato e de capa dura... Caderno de apontamentos, lugar de tudo e mais alguma coisa!
E assim, perdida na escrita e divagando sobre tudo ou sobre nada, o sono chega, abraça-me e acolhe-me em toda a sua imensidão.

(16/02/2006)

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Sonho ou realidade?

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Henri Rousseau
The Dream, 1910; Oil on canvas, 6' 8 1/2" x 9' 9 1/2"; The Museum of Modern Art, New York

domingo, fevereiro 19, 2006

...

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A escuridão.
O silêncio.
E de repente, um som...
Um beijo,
Dois corpos,
Um suspiro,
O calor...
Uma respiração ofegante,
Um coração acelerado...
O desejo,
A paixão,
O amor!!!

(17/02/2006)

Grito de Esperança

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Grita
Mais alto
Mais alto ainda!!!
Pára.
Escuta, ouve.
Olha, vê.
Toca e sente...
Agora sim,
O mundo é teu!

(16/02/2006)

quinta-feira, fevereiro 16, 2006

O Homem do Tempo

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O disco chama-se “Cruisin’ Alaska”.
Alexandre Monteiro, The Weatherman, prepara-se para apresentar o seu disco de originais hoje, ao vivo, n'O Meu Mercedes É Maior do que o Teu.
Uma verdadeira lufada de ar fresco com um disco "...aparentemente simples e descomprometido, mas recheado de pequenas subtilezas e encantos que prometem fazer mossa no panorama musical nacional." (in Rua de Baixo)
Para o mês de Fevereiro estão já confirmados os seguintes espectáculos:

16 de Fevereiro – Concerto com banda - O Meu Mercedes, PORTO
25 de Fevereiro – Concerto acústico a solo - Lounge Bar, LISBOA

Para mais informações e curiosidades, dêem uma vista de olhos a: http://goliasmestre.blogspot.com/

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

Rir faz bem!!!

Espreitem e dêem uma vista de olhos!!!

(Cliquem no título)

Gosto...

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Gosto...
das tardes quentes,
de uma música alegre, ou calma, ou intensa,
de um gelado,
de um abraço,
do sol pendurado no céu,
das manhãs frescas como o orvalho,
das palavras que saem do fundo do coração,
de um sorriso, uma gargalhada, uma lágrima,
das noites quentes,
de caminhar pelas ruas,
de montras cheias e coloridas,
de pipocas,
de uma caneca de chá quente nas manhãs frias,
de uma boa conversa,
do silêncio,
da companhia,
de um amigo,
de uma mão,
de uma fotografia perdida no tempo e encontrada numa caixa velha,
do cheiro dos livros,
das palavras que neles se encontram,
de uma mensagem,
de uma visita,
de um teatro, concerto,
de escrever,
de pensar,
de momentos tranquilos e serenos,
de uma melancia numa tarde de verão,
de um filme,
da saudade,
dos sonhos,
da rotina,
dos dias que passam e rolam sobre o calendário,
de uma noite calma e luminosa,
de segredos, cumplicidade,
de uma história contada por alguém,
da família,
dos passeios nocturnos,
dos cheiros a flores espalhados pelos jardins,
do cheiro a calor e a primavera,
de canela e açúcar,
de imaginar, criar, surpreender,
de aconselhar,
de cozinhar,
de amar,
do anoitecer,
de paisagens,
da praia, areia e mar,
do campo e da cidade,
de ouvir o pulsar do coração e do relógio,
de receber uma flor, simples e vermelha,
de rosas, jasmins, magnólias, e gardénias,
de ler,
de ouvir,
de trabalhar e descansar,
do meu nome,
dos amigos,
de pessoas que ainda não conheço mas que virei a conhecer,
de falar,
de dizer,
de resmungar e refilar,
de argumentar e protestar,
de dançar,
de viver,
de nadar,
...de tanta coisa,
de respirar...!

terça-feira, fevereiro 14, 2006

Todas as Cartas de Amor são Ridículas

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Todas as cartas de amor são
Ridículas.
Não seriam cartas de amor se não fossem
Ridículas.

Também escrevi em meu tempo cartas de amor,
Como as outras,
Ridículas.

As cartas de amor, se há amor,
Têm de ser
Ridículas.

Mas, afinal,
Só as criaturas que nunca escreveram
Cartas de amor
É que são
Ridículas.

Quem me dera no tempo em que escrevia
Sem dar por isso
Cartas de amor
Ridículas.

A verdade é que hoje
As minhas memórias
Dessas cartas de amor
É que são
Ridículas.

(Todas as palavras esdrúxulas,
Como os sentimentos esdrúxulos,
São naturalmente
Ridículas.)

Álvaro de Campos, 21-10-1935

segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Virgin State Of Mind

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There's a chair in my head on which I used to sit
Took a pencil and I wrote the following on it

Now there's a key where my wonderful mouth used to be
Dig it up, throw it at me
Dig it up, throw it at me

Where can I run to, where can I hide
Who will I turn to now I'm in a virgin state of mind

Got a knife to disengage the voids that I can't bear
To cut out words I've got written on my chair

Like do you think I'm sexy
Do you think I really care

Can I burn the mazes I grow
Can I, I don't think so

Can I burn the mazes I grow
Can I, I don't think so

Where can I run to, where can I hide
Who will I turn to now I'm in a virgin state of mind
Virgin state of mind
Virgin state of mind
Virgin state of mind

Virgin State Of Mind, K's Choice

quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Lista para um dia de mimos

Um dia cheio de coisas boas, tem que ter:
Chá, com Jazz à mistura
Tranquilidade
Um bocadinho de adrenalina, daquela que nos faz estremecer só um bocadinho
Tricot, para marcar um compasso de tempo entre cada malha
Abraços, para esquecer o frio
Ritmos, música
Sol, muito sol
Cores, flores, sabores
Conversas, para amaciar os ouvidos
Danças, balanços e rodopios
Passeios, a pé, pela cidade mergulhada no sol
Fotografia, para cravar no papel cada momento
Uma tarde ao sol, para me sentir mimada
Uma grande notícia, para me fazer pendurar na cara um sorriso ainda mais aberto
Gargalhadas, para fazer a alma dançar
Companhia, para não ter tempo de me lembrar que estou sozinha.

terça-feira, fevereiro 07, 2006

Saudades...

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Tenho saudades
dos dias encobertos em frente ao mar
das cumplicidades e dos olhares
das subversões
das noites de trovoada
do coração aos saltos
da areia gelada debaixo dos pés
dos arrepios de alegria
das companhias silenciosas e cúmplices
das tardes de chuva
das mantas e das lãs sobre os braços
dos abraços apertados
da ternura descomplexada
da inquietação
de uma noite à conversa
de me deixar prender
de ter um segredo para contar
de dar colo
de adormecer ao som de uma música
de deixar-me levar
das saudades
das manhãs frescas e cheias de sol
do barulho incessante
de caras bonitas para fotografar
de soluçar
e
saudades,
muitas,
do amanhã.

domingo, fevereiro 05, 2006

Wake Up

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You have a star that shines on my life and I have a glow that sparkles with your light. How could you leave this without saying goodbye, because you have a star that shines on my life. For once in a while you could care about me.
It’s a chase for simplicity.

Wake Up, The Gift

quinta-feira, fevereiro 02, 2006

Zzzzzzzzzz

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Viva a preguiça!!!

quarta-feira, fevereiro 01, 2006

Essa Fada

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Há uma fonte
Há uma casa ou uma ponte
E há uma janela,
ao pé da cama uma vela.

Nessa casa,
Há alguém na cozinha,
Inventa massa,
Espera não dormir sozinha.

Debaixo da almofada,
Há um corpo quente talvez um dente.
Silhueta dessa fada,
Nos lençóis presente embora ausente

Tive uma ideia,
Que tal pendurar uma meia
Na lareira,
Ao lado duma teia.

Debaixo da almofada
Há um corpo quente e até um dente
Parece despenteada
Sem escova ou pente, cabelo rente.
Silhueta dessa fada,
Nos lençóis presente, embora ausente.

Debaixo da almofada,
Há um corpo quente e até um dente.
Parece despenteada,
Sem escova ou pente, cabelo rente.
Debaixo dessa fada,
Há um corpo quente talvez invente.
Silhueta dessa fada,
Nos lençóis presente, embora ausente.

GNR, Essa Fada