quinta-feira, julho 27, 2006

Projecto final mata

Muito trabalho, cansada, pouca paciência... 11h de sono em 3 dias, directas em frente ao pc, coca-cola, bolachas, falta de refeições, horários trocados, olheiras... desarrumação, folhas por toda a parte... vontade de dasaparecer para férias e baldar-me para isto tudo... farta de telemóveis, mac's e pc's, televisões... preciso é de férias, dançar, cantar, praia...

segunda-feira, julho 24, 2006

Não oiço a chuva que cai mas o silêncio em que ela cai...

As horas arrastaram-se infinitamente e lá fora nuvens negras povoaram o céu. Subitamente começou a chover. A chegada da chuva apenas cumpriu os indícios da sua presença, tal como uma sentença já conhecida. Até a Natureza é tão previsível...
Durante três longas horas choveu. Todo este tempo a chuva bateu furiosamente nas vidraças, despertando-me da letargia que já tomei como minha. Este som foi o mais abstracto apelo que já ouvi.
Percebi o que tinha que fazer. Corro para a porta e abro-a. Sem temor ou angústias.
Corro até lá fora e deixo a chuva acolher-me. Sacrifiquei alguns dos meus medos nesta minha celebração.
Continuou a chover e desta vez choveu em mim. Desta vez choveu apenas por mim.

quarta-feira, julho 12, 2006

Quero...

... férias!!!

sexta-feira, julho 07, 2006

A minha paixãozinha...


Como convencer a minha mãe a deixar esta minha paixão vir morar cá para casa? Há coisa mais linda que este bichanito de olhos azuis? Estou rendida aos encantos deste traquinas de bigodes e andar desajeitado...

domingo, julho 02, 2006

O cavaleiro da armadura enferrujada




“O cavaleiro encolheu os ombros e sorveu o líquido através da palhinha. Os primeiros golos pareceram amargos, os seguintes mais agradáveis e os últimos tragos bastante deliciosos. Grato, o cavaleiro devolveu a taça a Merlin.
- Devias vender essa coisa no mercado, ficarias rico.
Merlin sorriu apenas.
- O que é? – perguntou o cavaleiro.
- Vida – respondeu Merlin.
- Vida?
- Sim – afirmou o sábio mago. – Não pareceu amargo no princípio, e depois, à medida que lhe ias tomando o paladar, não se tornou mais agradável?
O cavaleiro acenou com a cabeça: - Sim, e os últimos tragos foram absolutamente deliciosos.
- Foi quando começaste a aceitar aquilo que bebias.
- Estás a dizer que a vida é boa quando a aceitamos? – indagou o cavaleiro.
- Não é assim? – replicou Merlin, elevando divertidamente um sobrolho.
- Estás à espera que eu aceite toda esta armadura pesada?
- Ah – observou Merlim -, tu não nasceste com essa armadura. Foste tu que a envergaste. Já te interrogaste porquê?
- Disseste-me uma vez que eu tinha posto esta armadura porque tinha medo.
- E não é verdade?
- Não, usava-a como protecção quando ia combater.
- E tinhas medo de ser ferido com gravidade ou morto – acrescentou Merlin.
- Não temos todos?
Merlin abanou a cabeça:
- Quem é que algum dia te disse que tinhas de ir para as batalhas?
- Eu tinha de provar que era um cavaleiro virtuoso, amável e dedicado.
- Se eras na verdade virtuoso, amável e dedicado, porque tinhas de o provar?”