Olho sempre em frente, mesmo quando nos visito o passado... Gosto de voltar atrás e seguir os passos que nos trouxeram até aqui e nos hão-de levar por diante até onde o tempo deixa de ter a importância terrena que orienta os dias de toda a gente. Gosto de reencontrar-nos no passado e de reconfirmar a escolha com a intensidade de quem renasce com um sentido definido. Gosto de sentir-te todos os dias com o entusiasmo da primeira vez. Gosto desse regresso ao passado pela oportunidade de projectar-nos o sempre em que nos reconhecemos indivisíveis. Desculpa se sou obsessiva na insistência do que nos recordo, mas não conheço maior expressão de amor senão aquela que revive o encontro de almas em eterna celebração.
domingo, julho 26, 2009
sábado, julho 18, 2009
Segundo a segundo

A vida é a soma das horas e do que deixamos construido nelas. Depois do fim dos dias, seremos apenas o que deixarmos ficar da nossa presença no tempo que percorremos dentro e fora de nós. Nada acontece sem consequências, tudo é um princípio um meio e um fim. Cada gesto, cada palavra contam, fazem a diferença de um antes e um depois na distância que vai daqui a ali. A vida é esse contra-o-tempo em que corremos todos os dias de olhos fixos no relógio. Por vezes, perdemos tempo e envelhecemos nessa inconsciência. E quando damos por isso é tarde demais para regressar ao ponto útil das coisas, porque o momento certo não se repete, é único e quando acontece é nossa missão fâze-lo durar para toda a vida. Sensatez e sabedoria é perceber que o tempo que dispomos, que é tão pouco para o tanto por fazer, é valioso em cada segundo.
sexta-feira, julho 10, 2009
Devagar...
Por vezes os dias não são favoráveis à conjugação de palavras com sentido inequívoco. E nem sempre conseguimos organizar os pensamentos fiéis à lógica em que ocorrem. Nem sempre descobrimos as palavras com a rapidez dos sentidos. Há dias lentos, tão lentos que nos chega a doer a vontade de chegar mais depressa a qualquer sítio. Dias que passam devagar... Muito devagar. São dias estranhos, estagnados como a água de lagos que nem gente nem vento visitam. E mesmo que nos esforcemos para regressar à nossa velocidade normal, tudo acontece descoordenado numa dormência de corpo que não sabemos evitar por desconhecermos a sua origem. São estes os dias tímidos entre estações, em que as cores encobertas esperam luz que as descubra, pacientemente embaladas pela brisa...
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