quinta-feira, maio 31, 2007

Retrato de um ESFP - Extraverted Sensing Feeling Perceiving

O Performer

"Vive num mundo de oportunidades de criar novas relações com as pessoas. Ama as pessoas e as novas experiências, é uma pessoa activa e divertida, e gosta de estar no centro das atenções. Vive no presente e absolutamente adora viver uma vida cheia de agitação e de entusiasmo.

Tem muita habilidade em lidar com as pessoas, e pode até encontrar-se com frequência no papel de conciliador, ajudando pessoas que estão zangadas a fazer as pazes. Já que toma suas decisões baseando-se nos seus valores pessoais, transparece ser, na maioria das vezes, uma pessoa muito simpática e preocupada com o bem-estar dos outros, e é comum que seja uma pessoa generosa e calorosa. É uma pessoa muito observadora, e parece poder sentir o que está de errado com alguém antes mesmo que a maioria das outras pessoas o faça, já em seguida encontrando uma solução práctica e calorosa para preencher essa necessidade. Pode não ser a melhor pessoa para dar conselhos que exista, principalmente porque não gosta de teorias nem de planear o futuro, mas por outro lado é óptimo em cuidar das pessoas de maneiras prácticas.

É definitivamente uma pessoa espontânea, optimista, e que absolutamente adora se divertir. Mas cuidado, pois se não desenvolver o seu lado mais racional e considerar aspectos mais lógicos, pode acabar se entregando demais a esses prazeres, colocando mais importância no aqui e no agora e nessa gratificação imediata, do que nas suas tarefas e obrigações. Pode também evitar fazer análises das consequências de longo prazo para as suas acções presentes.

Para si, o mundo é como se fosse um grande palco. Adora ser o centro das atenções e constantemente faz apresentações para as pessoas, pois gosta de divertir as pessoas e de vê-las felizes; adora estimular as sensações (os cinco sentidos) dos outros, e é extremamente bom nisso; e adoraria se a vida pudesse ser nada mais que uma festa sem fim, sendo o mestre de cerimónias que lideraria toda a festa.

Adora as pessoas, e todas as pessoas a adoram. Aliás, uma de suas melhores qualidades é exactamente a de ser amado por todos. É animado, entusiasta, e gosta de verdade de todo mundo. É uma pessoa sempre calorosa e generosa com seus amigos, e geralmente trata todo mundo como seu amigo. No entanto, uma vez que alguém a confronte, cria opiniões fortes e duras contra essa pessoa, e pode ficar com um profundo desgosto dela.

É uma pessoa que quando exposta a uma situação muito stressante fica sobrecarregada de pensamentos e preocupações negativas. Como é uma pessoa muito optimista e que vive num mundo das mais variadas possibilidades, o pessimismo não se encaixa bem consigo. Esforça-se para combater esse tipo de pensamentos, e cria argumentos simples e gerais para fazer o problema desaparecer. Estas explicações simplórias podem ou não estar realmente ligadas ao motivo real do problema, mas de qualquer maneira elas fazem-lhe bem, permitindo que você supere o problema.

É uma pessoa muito práctica, apesar de odiar estruturas e rotinas. Gosta de “dançar conforme a música”, confiando na sua habilidade de improvisar em qualquer situação que venha encarar. Aprende melhor fazendo, na práctica, do que lendo em um livro sobre como fazer, porque prefere não ter que lidar com coisas teóricas. Se não desenvolver seu lado intuitivo, terá uma tendência grande a evitar situações que envolvam muito pensamento teórico que sejam de certa forma complexas e ambíguas. Por esta razão, pode encontrar dificuldades dentro do sistema normal de educação, pois esse dá uma importância maior a conceitos abstractos, especialmente na faculdade. Por outro lado, dá-se extremamente bem em situações em que você pode aprender interagindo com outras pessoas, ou onde pode aprender fazendo.

Tem uma apreciação muito bem desenvolvida por beleza estética, e uma excelente noção de espaço e função. Se tiver em condições de comprar, é provável que tenha muitos bens belíssimos, além de uma casa artisticamente decorada. Em geral, fica muito feliz com objetos que sejam esteticamente belos. Pessoas assim apreciam as coisas mais finas da vida, como uma boa comida e um bom vinho.

É um óptimo integrante de uma equipe. A probabilidade é altíssima de que não crie problemas no serviço, como também torne o ambiente de trabalho o mais divertido possível na hora de executar suas tarefas e obrigações. Dar-se-á muito bem em carreiras em que possa usar sua capacidade de lidar com as pessoas, assim como sua capacidade de fundir ideias, dando-lhes forma e estrutura. Por ser uma pessoa muito activa e que gosta de novas experiências, deveria escolher carreiras que oferecem ou que pedem uma capacidade de lidar com muita diversidade, assim como óptimas habilidades interpessoais.

É uma pessoa que normalmente gosta de se sentir uma ligação forte com as outras pessoas, e que tem uma conexão com animais e crianças que não é encontrada na maioria das pessoas. Aprecia muito, também, as belezas da natureza.

Tem um tremendo amor pela vida, e sabe como se divertir; gosta de trazer mais gente para participar contigo nas suas diversões, e é acima de tudo uma pessoa muito divertida e agradável de se ter junto. É flexível, adaptável, genuinamente interessado nas pessoas, e, em geral, tem um bom coração. Tem uma habilidade única de extrair muita diversão da vida, mas precisa tomar cuidado com as implicações ao longo prazo de viver integralmente no momento, sem planear bem seu futuro."


Depois de ter tirado os 50000 "vocês" que apareciam no resultado do teste em Português (Br) e de ter traduzido tudo para Português (Pt) para ficar um texto pimpolho na língua materna, podem fazer o teste aqui! Quanto ao meu resultado nem comento. Quem me conhece bem, sabe... lol!

terça-feira, maio 29, 2007

And the question is...



Coração que não vê...



coração que não sente!!!


Passamos pelas coisas sem as ver,
gastos, como animais envelhecidos:
se alguém chama por nós não respondemos,
se alguém nos pede amor não estremecemos,
como frutos de sombra sem sabor,
vamos caindo ao chão, apodrecidos.


Eugénio de Andrade


O que não se vê, não se sente?!

quarta-feira, maio 23, 2007

E de nada e de tudo querer...

Tenho esta vontade de abraçar o mundo inteiro antes de não saber que passos dar para continuar, tenho esta imensa alegria de não ser mais nada e de ser tudo que sempre quis ser, e de poder sonhar um bocadinho todos os dias, e de ter esta vontade que não sei explicar de chorar enquanto ouço uma música e vejo estas fotografias antigas e novas e futuras e leio estes textos meus de todos os tempos, e de sentir tanta paixão pela vida a explodir dentro do meu coração...


E quero mover-me pelos anos que não existem como se existissem e quero explodir e quero flores e pássaros, mar e praia, sol e lua e não quero parar.


E de nada e tudo querer, na verdade é tão pouco o que quero...

Falando de histórias...

Por vezes as histórias misturam-se entre si, tornam-se complexas e temos a necessidade de parar um pouco. Pensar sobre elas, olhar para elas, tocá-las, sentir o que elas são para poder continuar a contá-las. As histórias nunca chegam realmente a um fim, existe sempre um continuum, um depois, um a seguir após um entretanto. Se pensarmos bem, as histórias nascem e renascem no seu próprio seio, na sua própria vontade e não na do seu contador. Elas, as histórias, possuem vontade própria, são caprichosas, teimosas, senhoras do seu próprio nariz. Envolvem-se e deixam-se amar, apenas por quem elas escolhem, desprezando sempre aquele que mais as ama, o seu contador. Irónico não é?
Falemos um pouco mais de histórias. Aquelas que são memórias e recordações como as de esta contadora. Frutos de insónias; velhos medos; dores escondidas em sufoco; mas também sorrisos e dias especiais, em que se fala de alguém que se ama, ou do abraço que alguém nos deixou um dia mas que ainda nos conforta. Histórias de memórias todas elas em harmoniosa confusão. Todas elas a querer ser contadas ao mesmo tempo, à mesma hora, e como o próprio tempo é efémero, as próprias histórias temem o seu destino e por isso vivem em ansiedade. E o que deve ser feito? Parar um pouco, reflectir, sentar à mesma mesa histórias e contadora, todos em silêncio, fazer que façam as pazes, e que histórias não sejam apenas amadas pela contadora, mas que amem também um pouco do mesmo.
As recordações de cada um constroem um passado, são parte de um presente e determinam o dia de amanhã de quem fala com elas, de quem se senta ao seu lado, de quem no fim de contas, as conta. Não são apenas histórias, são tempo do nosso tempo, são parte do nosso todo, e quando nós já não formos, elas ficarão no todos de outros. Nós somos como o tempo, efémeros, as nossas histórias talvez não.

segunda-feira, maio 21, 2007

Love Show



Sit down, give me your hand
I'm gonna tell you the future
I see you, living happily
With somebody who really suits ya
Someone like me

Stand still
Breath in
Are you listening

You don't know
Somebody's aching
Keeping it all in
Somebody won't let go
Of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show

Break down. Give me some time
I don't want the fear to confuse ya
Right now, it's so wrong
But maybe it's all in the future with
Someone like you

Stand still. Breath in
Are you listening

You don't know
Somebody's aching. Keeping it all in
Somebody won't let go
Of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show

Maybe truth, maybe lies
Made me want you
Maybe dumb, maybe wise
I don't know

Somebody's aching
Keeping it all in
Somebody won't let go
Of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show
You don't know
Somebody's hurting
Holding it all in
Somebody can't let go
Of his heart but the truth is
It's painless
Letting your love show

Love show
Letting your love show

sábado, maio 19, 2007

A medida exacta do imesurável

O sentido das coisas está na força com que elas nos alteram a forma organizada como entendemos o mundo. Nada é o que julgamos ser com tanta certeza. Tudo pode ser de outra forma qualquer, basta que para isso nos demos conta de um sentir diferente do planeado.
A vida não acontece num todo mas nos dias partidos um a um, na soma das partes do que somos ou julgamos ser. A verdade que se descobre, e que nos descobre, vem em doses separadas e a paixão que é tudo pode tornar-se nada, porque, às vezes, não somos suficientes para segurar e fazer acreditar o 'nós' que planeamos quando sonhamos acordados.
Às vezes, esquecemos a inevitabilidade da hipótese de fim que todo o princípio pressupõe. E caimos. E aprendemos um pouco mais sobre a medida exacta do amor que se diz infinito e da fronteira entre o delírio e a realidade. E assim se nos descansa a alma para voltarmos a respirar.

Desafio cumprido... e vencido!!!

Eu quero: ser feliz.
Eu tenho: que seguir em frente.
Eu acho: que fugir é a maneira mais fácil.
Eu odeio: pessoas que não lutam e que mentem.
Eu sinto: que nem sempre é bom estar apaixonado.
Eu escuto: o silêncio.
Eu cheiro: o meu cabelo depois do banho.
Eu imploro: nunca inplorei.
Eu procuro: sorrir todos os dias.
Eu arrependo-me: por dizer aquilo que sinto e penso pois devia aprender a ficar mais caladinha.
Eu amo: a minha família e amigos.
Eu sinto dor: ultimamente.
Eu sinto a falta: dos meus amigos que estão longe.
Eu importo-me: quando me contrariam.
Eu sempre: luto até ao fim.
Eu não fico: de braços cruzados e deixo a vida passar.
Eu acredito: no Amor, Amizade, em tudo que não se vê mas se sente.
Eu danço: quando acordo feliz.
Eu canto: quando estou apaixonada.
Eu choro: quando estou muito triste.
Eu falho: quando não estou atenta e ando com a cabeça nas nuvens!
Eu luto: até me faltarem forças.
Eu escrevo: sempre que posso.
Eu ganho: amigos!
Eu perco: por vezes, a capacidade de sonhar.
Eu confundo-me: porque por vezes me levam a pensar coisas erradas.
Eu estou: e estarei sempre aqui, mesmo longe.
Eu fico feliz: quando vejo os meus amigos felizes.
Eu tenho esperança: que um dia tudo possa ser diferente e melhor que hoje!
Eu preciso: de esquecer.
Eu deveria: pensar mais em mim.
Eu sou: ingénua demais!
Eu não gosto: da distância.

Está respondido o desafio! ;) Passo a quem quiser confidenciar algumas coisas guardadas num canto do armário e que não tenha medo de desafios. :p

terça-feira, maio 15, 2007

Tenho saudades daquelas alturas em que tudo era fácil. Em que me era permitido sonhar, e mais que isso, me era permitido realizar todos os meus sonhos. Tenho saudades da minha imaginação sem barreiras, e da minha ingenuidade que me deixava sonhar com tamanha imaginação.
Tenho saudades de me extasiar com as coisas banais da vida, e daqueles pormenorezinhos que vendo bem agora, é que lhe davam um toque especial.
Tenho saudades dos tempos em que a minha felicidade dependia de coisas tão fáceis como um simples rebuçado de morango.
Tenho saudades daquele baloiço me dava asas e me fazia voar...
Do chocapic mole no leite, e da “Heidi” que eu sempre detestei.
Saudades daqueles amigos que tantos nos viam como heróis, como nos punham amuados o dia todo. Daquelas mentirinhas demasiado teatrais que não enganavam ninguém, excepto a nós próprios. Dos “Ursinhos Carinhosos” que me faziam acordar ás 8h da manhã, e do algodão doce cor-de-rosa.
Tenho saudades do tempo em que o mundo girava a nossa volta. E daqueles risos altos, quase histéricos, que não se preocupavam com os níveis de decibéis que poderiam alcançar…

Tenho saudades de ser criança.
Queres voltar a ser criança comigo?...

segunda-feira, maio 14, 2007

Nevoeiro

Werner Eickenscheidt, Misty distance, 2005

Dói-me a cabeça por tentar ver mais longe do que os meus olhos alcançam. Porque quero ver através do nevoeiro, dar forma precisa às manchas na paisagem para além do contorno disforme em que fixo o olhar. Ver mais além é acreditar que existe algo na distância, algo concreto para além da imaginação. Dói-me a vista pelo que me esforço em alcançar esse longe indefinido onde, provavelmente, nunca irei chegar. Enquanto a noite não me abraça, fecho os olhos para que descansem sem pensar e, assim, me aninho num longe que é para dentro, num nevoeiro que começa e acaba em mim. Na paisagem interior, dói-me a distância de mim própria.

terça-feira, maio 08, 2007

Uma lágrima...

Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever.Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever. Não consigo escrever.

segunda-feira, maio 07, 2007

Coração de estrelas

Anabark, Estrelas no tecto da cama


Voltei do céu de estrelas que acontecem nos teus olhos. Na verdade, não voltei, perdi-me... Que ninguém fique à minha espera porque regressei a casa. Encontras-me onde tu e eu ficámos, onde estivemos sempre e onde somos um céu de estrelas que tu e eu desenhamos.


quinta-feira, maio 03, 2007

Like a bad dream...

terça-feira, maio 01, 2007

Pirata

Anabark, Entre o mar e a terra (JUN05)

Avançando pela areia dos dias, regresso ao mar onde nasci, àquele mar que não começa onde a terra acaba, porque ninguém sabe o príncipio nem o fim do mundo. Parto num barco pirata e regresso ao mar sem margens, ao imenso azul que não se esgota na reflexão do céu e que continua para além do horizonte. Regresso aonde o chão me fugiu. Procuro-me em várias ilhas que me encontram e deixo as estrelas indicarem-me um caminho. Num mapa antigo, rasgado pelo vento da viagem, só havias tu, mas tu ficas do outro lado do mundo, onde o meu barco não chega nem o vento me empurra. Por vezes, adormeço ao leme e descubro-me em novos mundos de terra firme. Por lá me passeio e me retorna a pressa de partir para lugares onde não me prometi. Às vezes sonho que sei chegar ao outro lado do mundo e, na minha imaginação, abandono-me a essa vontade de marear no impossível. Ninguém sabe por onde ando, só, talvez, tu e quem me apanha distraída.