Há chuvas e chuvas.
Há chuvas em que chove chuva. Há chuvas imensamente tristes porque são supérfluas. São apenas as nuvens deixando cair o seu ar cinzento. São chuvas que servem somente para que do céu tombe água. São chuvas frias e despojadas de sentimentos.
Mas por vezes o céu precisa de chorar todas as coisas que nunca ninguém se lembrou de chorar. Sente-se no ar a melancolia do céu, sente-se a sua solidão, querendo falar ao sol e à lua e ao mundo e não podendo. E sente-se a sua frustração por dar importância a coisas que mais ninguém dá, por querer chorar coisas cuja existência já todos esqueceram há muito tempo. Por vezes o céu deixa cair sobre nós palavras salgadas e desencontradas, palavras soltas, todas as palavras que nunca pode dizer. Por vezes chove poesia do céu.
E se houver arco-íris, foi porque o sol o fez rir.
Há chuvas em que chove chuva. Há chuvas imensamente tristes porque são supérfluas. São apenas as nuvens deixando cair o seu ar cinzento. São chuvas que servem somente para que do céu tombe água. São chuvas frias e despojadas de sentimentos.
Mas por vezes o céu precisa de chorar todas as coisas que nunca ninguém se lembrou de chorar. Sente-se no ar a melancolia do céu, sente-se a sua solidão, querendo falar ao sol e à lua e ao mundo e não podendo. E sente-se a sua frustração por dar importância a coisas que mais ninguém dá, por querer chorar coisas cuja existência já todos esqueceram há muito tempo. Por vezes o céu deixa cair sobre nós palavras salgadas e desencontradas, palavras soltas, todas as palavras que nunca pode dizer. Por vezes chove poesia do céu.
E se houver arco-íris, foi porque o sol o fez rir.
