quinta-feira, agosto 25, 2011

Uma página de infinito

Sabes, o tempo passa não passando quando tudo é mais por dentro. Por dentro sinto-te à velocidade do sangue que me passeia a vida pelo corpo. Do coração à alma a distância é pouca, apenas o intervalo do que seguramos nos braços com intenção de infinito. E se o infinito me cabe nos braços em que te embrulho, imagina a certeza com que nos vivo para sempre e mais um dia no coração. O tempo não passa quando tudo é mais do que infinitamente. O tempo não existe no calendário do Amor. Os dias são do tamanho do que sentimos por dentro. Os meus dias são feitos desse sentir-te tão completamente que só me apercebo das horas quando se tornam infindáveis pela falta que me fazes. Porque me fazes falta sempre, porque sofro de saudades que nem sempre justifico. Porque te quero na vida comigo e em mim, sem tempo nem lugar definido senão na transcendência de um sempre e em toda a parte.

sábado, agosto 20, 2011

The chemistry between us

Vamos imaginar que é apenas um alcalóide natural, chamado Feniletilamina, que põe em acção a dopanima, a oxitocina, a norepinefrina, a serotonina e todas as outras 'inas' que desconheço mas que acontecem em mim durante um beijo teu. Vamos imaginar que é apenas bioquímica e que o estado de paixão não é mais do que a combinação de diversas substâncias químicas misturadas, sem esquecer as feromonas. Então por que é que os teus beijos são diferentes de todos os outros beijos que experimentei na minha vida? Por que é que os teus braços são mais à minha medida do que todos os abraços que me embrulharam antes? Por que é que só a tua pele é a pele da minha pele? E por que é o teu cheiro é único e inconfundível? Por que é que os teus fluxos de prazer me enlouquecem de sede como se não existisse outra água nem nunca tivesse existido? A endorfina que em mim se liberta quando as minhas e as tuas outras 'inas' se combinam é quase inexplicável, não fosse a ciência dar-lhe nome e um nexo causal. Hoje, recordando o estado de sítio dos nossos lençóis de ontem, lembrei-me de pensar cientificamente no assunto. Não cheguei a uma conclusão diferente daquela que, no estremecimento do prazer, te segredei, ao ouvido: 'ADORO-TE'.