sábado, setembro 29, 2007

"Morre lentamente
quem evita uma paixão...
quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho,
quem não se permite pelo menos uma vez na vida, fugir dos conselhos sensatos..."

Pablo Neruda

Running away...



It doesn't hurt me.
You want to feel, how it feels?
You want to know, know that it doesn't hurt me?
You want to hear about the deal I'm making.
You, (If I only could, be running up that hill)
You and me (If I only could, be running up that hill)

And if I only could,
Make a deal with God,
Get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could

You don't want to hurt me,
But see how deep the bullet lies.
Unaware that I'm tearing you asunder.
There's a thunder in our hearts, baby

So much hate for the ones we love?
Tell me, we both matter, don't we?
You, (If I only could, be running up that hill)
You and me (If I only could, be running up that hill)
You and me, won't be unhappy

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
Be running up that building.
If I only could


Come on, baby, come on, come on, darling,
Let me steal this moment from you now.
Come on angel, come on, come on, darling,
Let's exchange the experience

And if I only could,
Make a deal with God,
And get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems.

And if I only could,
Make a deal with God,
And I'd get him to swap our places,
Be running up that road,
Be running up that hill,
With no problems.

If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill
If I only could, be running up that hill

terça-feira, setembro 25, 2007

O significado de um adeus

adeus

substantivo masculino


1.
gesto ou sinal de despedida;

2.
despedida; separação;

adeus! exclamação usada como cumprimento de despedida;

(Red. da expressão encomendo-te a Deus)

sexta-feira, setembro 21, 2007

Quando as palavras dos outros são também as nossas


"- Tenho saudades e não sei de quê, estamos aqui e já tenho saudades de estar aqui, tu estás comigo e eu tenho saudades de ti como se já não estivesses cá, está tudo a passar, o tempo, a vida, está tudo a passar muito depressa. - Tenho saudades, dizias. Saudades do que foi, do que esta a ser, do que será, sobretudo do que nao será..." "...É aí que te procuro: no vento, nas dunas, no mar, na espuma, nas noites de neblina posso apertar o teu corpo já sem corpo..."


"A Terceira Rosa", Manuel Alegre

quinta-feira, setembro 20, 2007

Ao som de...

domingo, setembro 16, 2007

Quando a noite tem um rosto.

Quantos de nós podem dizer, sem mentir, que não gostam de olhar o céu à noite? Muito poucos, calculo. É que também há muito poucas coisas mais bonitas que a lua, seja em que fase for, ou que as estrelas.
Por vezes, pode acontecer que ao olhar o céu se veja mais do que astros brilhantes. Não me refiro a ovnis, refiro-me a um rosto. Não é um rosto qualquer mas também não é um rosto específico. Depende de quem o vê! É simplesmente o rosto de alguém que conhecemos em tempos, de alguém de que amámos. Talvez tenhamos conhecido essa pessoa numa noite estrelada, talvez passassemos horas a rir ao relento, debaixo do céu, ou talvez tivesse o brilho das estrelas nos olhos e o seu sorriso fosse acariciante como o luar. Seja porque for. A verdade é que as estrelas mudam. Ganham um novo significado. E depois, numa noite qualquer, estamos sozinhos e decidimos ir até à varanda ver se está frio, ou até à janela fumar um cigarro, ou saímos para tomar café, ou dá-nos apenas vontade de olhar as estrelas. E aquela verdade atinge-nos como um raio. Mesmo que esteja bom tempo. Especialmente se estiver bom tempo! Apercebemo-nos, num misto de medo e deslumbramento, que já não olhamos apenas as estrelas, nem apenas a lua. Aquele rosto está lá. No firmamento e para além dele. No nosso coração, onde também é noite e a lua está cheia. É então que começamos a olhar para cima de maneira diferente. À sucapa, com um sorriso disfarçado, como se nos rissemos de uma piada que mais ninguém percebeu, porque sentimos vontade de beijar as estrelas e essa ideia nos parece bela e ridícula em simultâneo.

Mas o tempo passa. Coisas acontecem. Como sempre. Surgem as incertezas e as lágrimas. Nada é como antes. Decidimos esquecer. Porque já chega e é pelo melhor. Seja lá isso o que for. Tentamos esquecer. Mas as estrelas estão lá sempre para nos recordar. A lua ri-se de nós. O céu permanece no mesmo lugar. Em todo o lado. É impossível fugir-lhe.
Até que um dia, sem aviso prévio e completamente de surpresa, damos connosco a olhar para cima mais uma vez. É noite. As estrelas estão lá. A lua está lá. Até as nuvens vêm acrescentar farrapos de beleza ao cenário. É lindo de ver. E tudo acontece de novo. O coração salta, ri... O rosto não desapareceu. Está nas estrelas, ficou na memória. Num lugar especial, é certo. E relembramos o passado. As conversas. As gargalhadas. O dia a nascer. E sentimos uma alegria imensa... Naquele momento entendemos. Estamos preparados para seguir em frente. Acabou a luta.

quinta-feira, setembro 13, 2007

Certeza

O que eu sei é que sei muito pouco ou quase nada. Ou talvez pense que sei alguma coisa e não sei coisa nenhuma. Talvez este nada de que nem tenho certeza seja ainda menos do que isso. Entre o que penso e o que sei são duas vidas de distância. Umas vezes penso sem saber, outras vezes sei o que penso. E não são raras as vezes em que quase tenho a certeza do nada que sei e tento não pensar nisso. Mas sei o que sinto, conheço bem o que me vai dentro do coração. Não penso que sei o que sinto, tenho a certeza. Sinto-te a ti sem dúvida nem sombra e muito mais do que concretamente. Sinto-te como a única verdade em mim. Sei que és vida e tudo o resto são pormenores que parecem não ter importância. Sei o tudo em que te acredito por inteiro. Sei o tanto que te quero por mil vidas. Do sempre em que te sinto tenho absoluta certeza. E mesmo que não saiba dizer-te este infinito gostar em que te embrulho todos os dias, sei a intensidade em que o sinto e a verdade em que o confesso: indómita no meu querer-te para além de tudo e sempre, insubmissa na minha vontade de gostar tudo em ti infinitamente.

sexta-feira, setembro 07, 2007

Do Desistir



Desistir é ser metade, incompleto, pequeno. É viver só uma parte do dia, e abrir mão do resto. Desistir é desaprender a reinventar, reerguer, reconstruir. É acreditar na mentira do pensamento de que não vai mudar, não vai dar certo, acabou, ponto final. Desistir é dizer adeus a si mesmo, é abandonar o coração numa esquina chuvosa e fria, depois seguir sem olhar para trás, e não sentir nada por isso. Desistir é diminuir cada dia um pouco mais, até viver prostrado, recolhido e miúdo. E, desistindo, a gente não vê, não sorri, não é, não vive. E vai se acostumando a desistir mais uma vez e sempre. Daí quando estamos quase sucumbindo, vem ela, a vida, e nos convence de que temos que seguir a despeito de, não importa o que aconteça, lutando contra aquilo que a gente quase tem certeza de estar morto.

Para ti, minha querida tia, que me deste tudo e me fizeste ser a pessoa que sou hoje. Que me enxugaste as lágrimas, me abraçaste e pegaste ao colo desde sempre. Amo-te e hoje este espacinho é dedicado a ti! Estarei contigo até à eternidade... e depois dela!

quinta-feira, setembro 06, 2007

x de...

apaga-te. quando já não conseguires morar no lugar onde estás. quando já não tiveres desculpas para pedir. apaga-te. quando estiveres cansado de desculpar. quando a noite já estiver deitada sobre a ombreira da porta. do lugar onde moras. aquele lugar que te esgota. apaga-te. quando olhares nas paredes. todos os poemas sentados na tua cabeça. quando já não sentires a dormência dos dedos. sobre a folha de papel. a escrever cartas. para o lugar. cinzento do mar. apaga-te. se a cor da tua pele. esconder a palidez do sangue que te corre nas veias. e que brota do esqueleto vivo. do teu coração frio. apaga-te. se estiver tudo calmo naquele dia. de sexta.feira. a tornar inúteis todos os outros dias. de cansaço. todos os outros dias onde trabalhaste as mãos. no barro. e na terra. no lugar. cinzento do mar. a cama gelada que dormimos. apaga-te. se não sentires frio. e o giz que desenhaste na ardósia das tuas costas. falar sobre o amor. que deixaste no esquecimento. de ti. quando te apagaste. a luz. de ti. a cor. de ti. o negro de ti. a frieza de ti. a loucura. de ti e o nunca de ti. e a paixão de ti. sobre a carne tocada. apaga-te. se não souberes o significado das coisas mortas. e porque partem para dentro. delas. a voz. o suor. a saliva. a boca e o beijo. a dor. e a eternidade do corpo. que fica. no lugar cinzento do mar.

e o não. que não se sabe dizer. e a boca que não se sabe falar. e as pernas que não se sabem mexer. e andar. sobre o xisto que nasce da terra. sobre o cinzento. que já não há no lugar do mar.

x. de xisto.


Tudo entre eles é distância... não poderá haver fim mais triste.

quarta-feira, setembro 05, 2007

Nuvens


Há momentos em que me apetece deitar nas nuvens, adormecer na sua imensidão impalpável e amanhecer por lá para olhar lá cima, bem cedo sob a luz cristalina da manhã, e perceber melhor a paisagem cá em baixo. A terra que me aguarda o despertar nem sempre é plana e, por vezes, tropeço em coisas que não alcanço completamente. Invejo as nuvens que nos observam, altaneiras, e sabem por onde caminhamos, onde caímos e nos levantamos tantas vezes sem nos darmos conta. Esta noite sonho com um colchão de nuvens e uma almofada de luz.

terça-feira, setembro 04, 2007

Há momentos em que deveríamos apenas deixar que o coração palpitasse segundo o seu desejo, sem que pudéssemos interromper o seu embalo diário. Os pensamentos são vários, as dúvidas traiçoeiras e o calar vai costurando na pele um bordado sem sentido. Às vezes queria deixar de ouvir tantos silêncios aqui dentro. E, como não me acostumo com nada disto a perturbar-me e a impedir-me de ouvir o sussurro do coração, absorvo-me num calar ininterrupto, ou num olhar que indaga até quando, até onde? E limito-me a avistar um mundo onde o canto dos pássaros embala, o beijo do sol basta e a melodia do coração me encoraja a viver nua de impaciências, coberta de vontades e infinitos.

domingo, setembro 02, 2007


Sempre que eu mordo o lábio é para deixar no ar o silêncio
e manter guardado cá dentro tudo aquilo que te quero dizer
mas não posso.