
Há momentos em que me apetece deitar nas nuvens, adormecer na sua imensidão impalpável e amanhecer por lá para olhar lá cima, bem cedo sob a luz cristalina da manhã, e perceber melhor a paisagem cá em baixo. A terra que me aguarda o despertar nem sempre é plana e, por vezes, tropeço em coisas que não alcanço completamente. Invejo as nuvens que nos observam, altaneiras, e sabem por onde caminhamos, onde caímos e nos levantamos tantas vezes sem nos darmos conta. Esta noite sonho com um colchão de nuvens e uma almofada de luz.
