O sentido das coisas está na força com que elas nos alteram a forma organizada como entendemos o mundo. Nada é o que julgamos ser com tanta certeza. Tudo pode ser de outra forma qualquer, basta que para isso nos demos conta de um sentir diferente do planeado.
A vida não acontece num todo mas nos dias partidos um a um, na soma das partes do que somos ou julgamos ser. A verdade que se descobre, e que nos descobre, vem em doses separadas e a paixão que é tudo pode tornar-se nada, porque, às vezes, não somos suficientes para segurar e fazer acreditar o 'nós' que planeamos quando sonhamos acordados.
Às vezes, esquecemos a inevitabilidade da hipótese de fim que todo o princípio pressupõe. E caimos. E aprendemos um pouco mais sobre a medida exacta do amor que se diz infinito e da fronteira entre o delírio e a realidade. E assim se nos descansa a alma para voltarmos a respirar.
