Não perder tempo com conversas soltas, não julgar sem ser julgado, não deixar as mãos abertas à espera que o vazio as encha de nada, não fechar os olhos como se fosse bom fingir por vezes ser cego para não termos mais trabalho com o fracasso dos nossos sonhos, não entregar o corpo ao vai e vem de abraços fantasma, não procurar momentos perdidos, esses podem perder-nos de vez, não moldar a nossa voz ao som das palavras em bocas alheias, não sorrir em forma de lágrima que ninguém vê, não esconder o rosto por trás dos olhos, não apertar o grito com mãos de fada, gritar tudo de uma vez, não deixar de ter medo, saber ter medo, não guardar o riso em caixas mágicas no fundo da gaveta…
