Num desencontro que não chegou a sê-lo, vi-te num primeiro olhar.
Retribuíste com a lentidão que o momento merecia, e os indícios bailaram num sopro oscilante que pressentíamos nosso.
Depois abandonaste-me por instantes, voltando a mim mais tarde, agora certa de que era eu quem procuravas.
O sorriso dos teus olhos tingiu-me então o coração em tonalidades de um castanho profundamente teu, enquanto eu, imóvel, permanecia contigo naquela primeira fracção de instante em que ainda sem saberes já te olhava.
Para ti, que me fazes dançar, sonhar, cantar... e com vontade de seguir em frente e tentar de novo!
