quinta-feira, agosto 17, 2006

Brisa

Faço-me ausente

só para te sentir um pouco mais longe,

para lá da distância do olhar.

Por ora,

pretendo apenas ser brisa na palma da tua mão,

sem pretensões a algo definitivo,

sem querer que a cerres

e me eternizes no seu interior.

Posteriormente,

e se na brisa que te abraçar,

sentires-me numa saudade que se quer futuro,

então voltarei para te perguntar:

o menino ousa dançar?