Faço-me ausente
só para te sentir um pouco mais longe,
para lá da distância do olhar.
Por ora,
pretendo apenas ser brisa na palma da tua mão,
sem pretensões a algo definitivo,
sem querer que a cerres
e me eternizes no seu interior.
Posteriormente,
e se na brisa que te abraçar,
sentires-me numa saudade que se quer futuro,
então voltarei para te perguntar:
o menino ousa dançar?
