Um simples olhar pode ser ser quase tudo e deixar quase nada. Nos olhos que se encontram sem palavras e desvendam a alma de alto a baixo, acontece a magia, quase cinematográfica, do que fica para sempre de uma explosão de sentires inexplicável. Os olhos são armas perigosas, umas vezes porque nos descobrem mais do que queremos revelar, outras vezes porque doem pelo nada que têm para dar. Em ambos os casos, olhares fatais que, mais do que a carne, a alma sente como ecos de catedral ou frias lâminas de punhal. Olhos nos olhos amamos e caímos, mostramos o que somos e o que sentimos. E por vezes fugimos. O que seduz mata, se não tivermos cuidado. Aprendemos no cinema a fatalidade do jogo que, para além de uma hipótese de beijo, também sabe dizer 'I changed my mind. Good luck.'...
