beijei-te e disse-te adeus. sabia que não te iria ver mais e o meu coração batia descompassado. foi num dia frio, em dezembro. olhei para trás, de novo, como se quisesse decorar as linhas do teu rosto. não te queria esquecer e gostava de poder desenhar cada traço teu. a cada passo, ia perdendo um pouco de ti, um pouco de mim. baixinho, como se segredasse a mim mesma, repetia a palavra que teria sido só tua, se a quisesses ouvir. amei-te. tu não apareceste. e eu guardei num cantinho a palavra que era só isso. uma palavra. para ti. só mesmo para ti. e não a voltei a repetir.
