segunda-feira, setembro 04, 2006

Paradoxo(s) grande(s) demais

Vivemos no paradoxo do tempo, nestas coisas todas que temos. Temos edifícios mais altos mas pavios mais curtos, auto-estradas mais largas mas pontos de vista mais estreitos, gastamos mais mas temos menos, compramos mais mas desfrutamos menos. Temos casas maiores e famílias menores, mais medicina mas menos saúde. Temos maiores rendimentos mas menor padrão moral. bebemos demais, fumamos demais, gastamos de forma irresponsável, rimos de menos, dormimos demais, conduzimos rápido demais, irritamo-nos muito facilmente, ficamos acordados até tarde, acordamos cansados demais, raramente paramos para ler um livro, ficamos tempo demais a olhar apenas para a televisão e raramente pensamos, demais. multiplicamos as nossas posses mas reduzimos os nossos valores. Falamos demais, amamos raramente e odiamos com frequência. aprendemos como ganhar a vida mas não vivemos essa vida. Adicionamos anos à extensão das nossas vidas mas não vida á extensão dos nossos anos. Já fomos à lua e dela voltamos mas temos dificuldade em atravessar a rua e nos encontrarmos com nosso novo vizinho. Conquistamos o espaço exterior, mas não o nosso espaço interior. Fizemos coisas maiores mas não coisas melhores. Limpamos o ar mas poluímos a alma. São os tempos de refeições rápidas e digestão lenta, de homens altos e caracter baixo, lucros expressivos mas relacionamentos rasos. Estes são tempos em que se almeja pela paz mas perdura a guerra, temos mais lazer mas menos diversão, maior variedade de tipos de comida mas menos nutrição. São dias de duas fontes de renda mas de mais divórcios, de residências mais belas mas mais lares quebrados. São dias de viagens rápidas, fraldas descartáveis na moralidade que se descarta facilmente, olhares de uma só noite, corpos acima do peso e pílulas que fazem de tudo até matar. É tempo em que há de tudo na montra e nada no armazém, tempo em que a tecnologia leva estas palavras e se pode escolher entre fazer alguma diferença ou simplesmente carregar na tecla del.