aprendi contigo
a perversidade do amor
a espera
o engano
a desilusão
o desalento
o erguer das mãos
ah tanta estupidez,
pouco amor próprio….
mais cruel do que julgas
criaste em mim
a capacidade da vingança
a demora
o controlo
a surpresa
o ânimo
o gosto da tristeza
ah tanto prazer,
pouca compaixão…
saturou-se. agora apetece-lhe tudo mas tem pouca coragem ainda. dói-lhe a garganta quando grita em surdez a revolta. é egoísta. cala-se. são sepultadas as palavras sem sentido - para ele nunca fazem sentido. são apenas barras de uma cela que o amor não pode erguer. amor?! não. deixou de dar-se ao trabalho das conversas concorridas. a voz alta sem retorno não vale mais a pena. cansa. já não há surpresa com a pouca partilha. sabe agora mais do silêncio... cada vez evidente no passar das horas. surdo. ele.
sabe?!
