sábado, junho 24, 2006

Não sei porque apareceste na minha vida, muito menos sei por que ainda deixo que nela permaneças mas a verdade é que me fazes sentir bem. Duvido que este seja o melhor adjectivo para qualificar a forma como me sinto, no entanto, e tendo em conta que o meu mundo ficou um pouco mais colorido, não me parece mal empregue.
Tens um cheiro doce, umas mãos do tamanho das minhas e um coração confuso, tal como eu. Tens sonhos e projectos, tens uma vida dentro e fora de ti. Mas o que tu não tens e eu gostava que tivesses era uma resposta. Para as minhas ou para as tuas dúvidas, tanto faz, mas uma resposta que mudasse o adjectivo com o qual me qualifiquei.
Não sei o que pensas de mim nem o que fazes com a minha memória, não sei se sentes saudades do que ficou por dizer ou se, como eu, preferes não pensar no que tem vindo a acontecer. Prefiro pensar que me guardas numa gaveta do teu coração, sem medo de a abrir quando te der vontade, que tens por mim um sentimento difícil de definir e que quando te encontras comigo o teu corpo estremece.
Quem sabe um dia o tempo páre para que possamos dividir as nossas liberdades sem submissões ou hipocrisias!!