Ouvir o silêncio nem sempre é compensador. Mas é-o nesses momentos. Ouvir o silêncio nunca é necessário. É um prazer supérfluo, como todos os prazeres e é isso que o torna precioso. Outros silêncios são tristes, pesados, deprimidos, mas não nesses momentos. Porque, em boa verdade, o silêncio é nosso, somos nós que o lemos.
domingo, novembro 01, 2009
Momentos
Ouvir o silêncio nem sempre é compensador. Mas é-o nesses momentos. Ouvir o silêncio nunca é necessário. É um prazer supérfluo, como todos os prazeres e é isso que o torna precioso. Outros silêncios são tristes, pesados, deprimidos, mas não nesses momentos. Porque, em boa verdade, o silêncio é nosso, somos nós que o lemos.
domingo, outubro 25, 2009
Sentimentos: Dias de Chuva
Há chuvas em que chove chuva. Há chuvas imensamente tristes porque são supérfluas. São apenas as nuvens deixando cair o seu ar cinzento. São chuvas que servem somente para que do céu tombe água. São chuvas frias e despojadas de sentimentos.
Mas por vezes o céu precisa de chorar todas as coisas que nunca ninguém se lembrou de chorar. Sente-se no ar a melancolia do céu, sente-se a sua solidão, querendo falar ao sol e à lua e ao mundo e não podendo. E sente-se a sua frustração por dar importância a coisas que mais ninguém dá, por querer chorar coisas cuja existência já todos esqueceram há muito tempo. Por vezes o céu deixa cair sobre nós palavras salgadas e desencontradas, palavras soltas, todas as palavras que nunca pode dizer. Por vezes chove poesia do céu.
E se houver arco-íris, foi porque o sol o fez rir.
domingo, julho 26, 2009
De ontem até sempre
sábado, julho 18, 2009
Segundo a segundo

sexta-feira, julho 10, 2009
Devagar...
quarta-feira, abril 08, 2009
Quase...
sábado, março 08, 2008
quinta-feira, fevereiro 28, 2008
Simply Unforgettable
Unforgettable though near or far
Like a song of love that clings to me
How the thought of you does things to me
Never before has someone been more
Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
No never before
has someone been more ooh
Unforgettable in every way
And forever more, that's how you'll stay
That's why, darling, it's incredible
That someone so unforgettable
Thinks that I am unforgettable too
domingo, fevereiro 24, 2008
moving through sadness
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
Desequilíbrio
Por vezes, quando o caminho se torna difícil, mas temos pressa, arriscamos e caímos. Perdemos tempo e calor e no corpo arrefecido invade-nos a dor. E, por momentos, perdemos a razão que nos fez correr com a pressa do risco. Dói-nos o corpo e, nesse instante de feridas em que chegamos a ter pena de nós próprios, fixamos o momento em que as forças faltaram e nos desequilibrámos. E ficamos cada vez mais frios e mais doridos, à espera de qualquer coisa que nos salve do chão frio. E, quase por instinto, enquanto esperamos e olhamos em volta, voltamos a nós mesmos e, nesse porto de abrigo interior, reencontramos a razão da nossa pressa em vencer as dificuldades do caminho que nos maltratou. O calor regressa-nos e salva-nos a vontade de chegar. Levantamo-nos e caminhamos. Não desistimos. Seguimos a pé se for preciso, mas seguimos. Caídos no chão morremos longe do destino. Sobrevivemos. Levantamo-nos e caminhamos, passo a passo, devagarinho, ao encontro da vida. Não desistimos. Aos poucos, o sangue aquece com força suficiente para chegar onde nos leva o coração. Se não desistirmos havemos de lá chegar.
desequilíbrio
s. m.,
perda de equilíbrio;
falta de equilíbrio;
falta de harmonia, de proporções entre as várias partes de um todo;
desarranjo das faculdades mentais.


